Foto: Reprodução do Portal Liberdade

Durante muito tempo o algodão foi o principal produto agrícola do sertão e do Nordeste como um todo.

No começo dos anos 80 a praga do bicudo e as baixas no preço internacional fizeram com que o algodão perdesse força no Nordeste. Deixou de ser viável e plantá-lo passou a ser uma ameça de prejuízo.

Paulatinamente a produção volta a crescer na região. Os governos têm feito campanhas visando incentivar o plantio. O Projeto Algodão Paraíba, numa parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) tem proporcionado que essa cultura volte a ser um pouco mais praticada na região. Emater, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Emepa (Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária), Interpa (Instituto de Terras e Planejamento Agrícola do Estado da Paraíba) e outras instituições estão diretamente envolvidas nessa iniciativa de revitalização do algodão.

Em Cajazeirinhas, município localizado na região de Pombal, no Sítio São Braz I, o agricultor familiar Chico Pedro plantou e já está colhendo feijão e milho, tudo para o seu próprio consumo, na chamada agricultura de subsistência. Com o apoio da Secretaria de Agricultura de Cajazeirinhas, fez o corte de terra, e com a orientação técnica da Emater, que faz um trabalho de acompanhamento juntos aos produtores familiares e que fez a doação das sementes, seu Chico Pedro decidiu plantar algodão também este ano.

Ele plantou o algodão herbáceo BRS 286, uma variedade muito produtiva, e está no momento numa fase experimental. “O que surpreende é que depois de 20 anos se volta a plantar algodão nessa região e ele está muito animado e creio que isso deve incentivar outros produtores da região a plantarem algodão também nos próximos invernos”, disse o extensionista da Emater Zildo Vicente.

Zildo acredita que o algodão possa voltar a ter a pujança que já teve na região, gerando renda nos municípios e proporcionando dias melhores para os agricultores.

Seu Chico Pedro não usa agrotóxico no algodão que plantou, apenas esterco e inseticidas naturais e já vive a expectativa de ganhar um dinheiro extra este ano com a colheita. A venda é feita à empresa Norfil, que compra a produção de agricultores de todo o país.

FONTE: LIBERDADE PB