O Governo do Estado autorizou, quinta-feira (6), no Palácio da Redenção, a construção de 720 unidades habitacionais, sendo 128 apartamentos na Capital e 336 unidades habitacionais para agricultores e quilombolas nas zonas rurais dos municípios de Pitimbu, Jacaraú, Marcação, Piancó, Riachão do Poço, Sapé, Conde, Serra Redonda, Ingá, Cajazeirinhas, Manaíra, Dona Inês, Diamante, Tavares e Areia.

Outras 256 unidades já começaram a ser construídas em João Pessoa – Residencial Alvorada do Sul.

As unidades rurais serão construídas por meio do Programa Nacional de Habitação Rural com investimentos superiores a R$ 12 milhões.

Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho assinou as ordens de serviço autorizando a construção das unidades habitacionais e ressaltou que a conquista de uma moradia representa mais dignidade para os cidadãos. 

De acordo com a presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular da Paraíba (Cehap), Emília Correia Lima, “a habitação rural, beneficia uma população que mora, muitas vezes, em casas de taipa e também precisa ser alcançada pela política de habitação. Isso faz parte de uma política habitacional que busca fazer com que as famílias paraibanas possam viver e educar melhor seus filhos com mais cidadania, tendo um endereço digno”, pontuou.

Maria de Lourdes Sena é moradora da comunidade Quilombola Ipiranga, no Conde. Para ela a construção das casas é a concretização de um sonho dos moradores. “Esse é um desejo antigo na nossa comunidade, são cerca de oito anos esperando por uma moradia com melhores condições e com a infraestrutura adequada. Tomara que as obras sejam rapidamente concluídas”, falou.

Estrutura – As 336 unidades habitacionais que serão destinadas a agricultores e a quilombolas de áreas rurais possuem 48 mde área, com dois quartos, sala de estar, cozinha, área de serviço e banheiro.

A infraestrutura básica contempla a construção de cisternas individuais (empreendimentos localizados na região do semiárido), caixas d’água ou rede de distribuição, que deverão ser implantadas pelo município, com o esgotamento sanitário por meio de fossas sépticas em cada unidade habitacional, além de rede de energia elétrica.